Tecnologia contra a violência infantil: IMA e Prefeitura avançam no projeto "Proteção em Rede" com a Unicamp
O projeto "Proteção em Rede" avançou para uma nova fase. Após o início oficial dos trabalhos no dia 5 de fevereiro - em um primeiro encontro na Unicamp que reuniu representantes do CMDCA, Polícia Militar, Secretarias de Saúde e de Assistência Social, além da própria universidade e da IMA -, o grupo voltou a se reunir hoje.
Sediado novamente na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp, este segundo encontro teve um caráter muito mais técnico e contou com a participação exclusiva de representantes do CMDCA, da IMA e da Unicamp. O objetivo foi discutir na prática como a tecnologia pode combater a violência contra crianças e adolescentes.
A urgência do projeto se baseia em um dado preocupante: hoje, 65% dos jovens brasileiros entre 9 e 17 anos já usam Inteligência Artificial no dia a dia. A ONU tem alertado que o acesso a essas ferramentas também aumentou a exposição a crimes como aliciamento online e cyberbullying. Para lidar com esse novo cenário, os órgãos de proteção precisam modernizar suas ferramentas de trabalho.
É exatamente aí que entra o "Proteção em Rede". A ideia é criar uma plataforma única que integre os dados de todos os órgãos envolvidos. Na prática, o projeto quer melhorar o fluxo de trabalho desde o momento em que uma denúncia é feita até a punição dos agressores. Usando mineração de dados e IA, as equipes de investigação e atendimento terão um suporte muito mais rápido e preciso para tomar decisões.
Como braço tecnológico da Prefeitura de Campinas, a IMA tem um papel central nessa construção. A empresa está ajudando a desenhar toda a arquitetura do sistema, garantindo que a tecnologia seja aplicada de um jeito seguro e que realmente funcione no dia a dia de quem está na linha de frente da proteção infantil.
"É muito gratificante poder usar o nosso conhecimento técnico para uma causa tão urgente", enfatiza Fábio Luiz, gerente de desenvolvimento da IMA. "Nós estamos montando a base tecnológica desse projeto. A ideia é que a inteligência artificial trabalhe junto com os órgãos de proteção, cruzando dados e dando agilidade para que os casos sejam resolvidos o mais rápido possível, desde a primeira notificação até o desfecho", explica.
O projeto segue em fase de estruturação, unindo o conhecimento da universidade, a força da segurança pública, as secretarias municipais e a tecnologia da Prefeitura para criar uma rede de proteção real e eficiente para os jovens de Campinas.